Como planejar a evolução contínua sem cair na "fila infinita" de pedidos.
Sua empresa cresce, mas a tecnologia parece não acompanhar. Toda nova solicitação recebe a mesma resposta: "está na fila". O que era para ser um suporte ao negócio vira um gargalo que gera frustração em todas as pontas.
Essa é a famosa "fila infinita". Ela não é apenas um atraso; é um sinal de que a sua estratégia de tecnologia está operando no escuro.
Sinais de Confusão: O Custo do "Efeito Melancia"
Muitas empresas brasileiras vivem o "Efeito Melancia": os indicadores da TI estão verdes (metas batidas), mas a satisfação do usuário está vermelha. Quando a TI oficial é vista como lenta, surge a Shadow IT — departamentos contratando softwares por conta própria, sem autorização.
Os riscos são invisíveis, mas pesados:
- Perda de dados críticos em ferramentas não oficiais (65% das empresas com Shadow IT já sofreram com isso).
- Drenagem financeira em "juros" de dívida técnica, onde 42% do tempo dos desenvolvedores é jogado fora corrigindo problemas antigos em vez de inovar.
- Vulnerabilidades de segurança que abrem portas para invasões em apps não autorizados.
Estado de Previsibilidade: Onde a Tecnologia Gera ROI
Para sair do caos, a priorização deixa de ser baseada no "grito" de quem pede e passa a ser baseada em valor. O objetivo é alcançar um estado onde cada hora investida na evolução do software traga um retorno claro para o negócio.
Para isso, utilizamos ferramentas de decisão como o Framework RICE. Em vez de termos técnicos, avaliamos:
- Alcance: Quantas pessoas esse novo recurso vai ajudar?
- Impacto: O quanto isso vai aumentar nossa conversão ou reduzir custos?
- Confiança: Temos certeza dos dados ou é apenas um palpite?
- Esforço: Quanto tempo a equipe vai levar?
O resultado é um cronograma onde a manutenção preventiva (aquela que evita que o sistema caia) consome cerca de 20% a 30% do tempo, garantindo que os outros 70% sejam focados puramente em inovação e novas funcionalidades.
Roteiro: O Plano de 30 Dias para a Virada
Não se limpa uma fila de meses da noite para o dia. É preciso um método de reestruturação focado em resultados rápidos:
- Dias 1 a 10 (Diagnóstico): Mapear todos os softwares em uso, inclusive os "escondidos" pelas áreas. Identificar onde estão os maiores travamentos de produtividade.
- Dias 11 a 20 (Triagem): Aplicar o RICE em tudo que está na fila. O que não gera valor para o cliente ou para a operação deve ser descartado ou engavetado sem medo.
- Dias 21 a 30 (Implementação): Estabelecer ciclos curtos de entrega (Sprints). A cada 15 dias, algo tangível deve ser entregue e testado.
Manter a evolução contínua exige que a TI e a diretoria falem a mesma língua: a do valor. Quando você investe em sustentação profissional, o custo de falhas cai drasticamente e a previsibilidade assume o controle.
Se a sua fila de tecnologia parece não ter fim e a inovação ficou em segundo plano, talvez o problema não seja a equipe, mas o método. A CodeOn ajuda decisores a desbloquearem o potencial de seus sistemas, garantindo que a tecnologia evolua com foco total no retorno sobre o investimento.
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