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Tendências de tecnologia para empresas brasileiras em 2026

O que realmente muda (e o que é só barulho)

Todo começo de ano chegam listas de “tendências” que parecem mais um glossário de siglas do que algo aplicável ao seu dia a dia. Metaverso, blockchain, computação quântica, realidades imersivas. Para a maioria das empresas brasileiras, isso continua distante.

O que muda de verdade em 2026 é mais pé no chão: ferramentas que antes eram caras, complexas ou pouco confiáveis ficaram maduras e acessíveis. E, principalmente, começaram a aparecer em soluções prontas, não só em projetos sob medida.

A pergunta importante para quem decide não é “o que está na moda”, e sim:

O que dessas tecnologias resolve um problema concreto da minha operação, com retorno claro e risco controlado?

Inteligência artificial aplicada a processos (não só atendimento)

IA deixou de ser sinônimo de “chatbot que responde meia dúzia de perguntas” e passou a ser peça de apoio à operação. Em 2026, a aplicação mais útil não é o “robô que faz tudo”, e sim a IA como assistente dentro de processos que você já tem.

Onde isso começa a fazer diferença prática:

• Triagem de demandas: separar automaticamente o que é simples do que é complexo em e-mails, chamados, formulários e mensagens.

• Leitura e extração de informações: contratos, notas fiscais, cadastros, relatórios. A IA identifica campos importantes e preenche sistemas, com revisão humana.

• Apoio à decisão: sugerir próximos passos com base em histórico, por exemplo, indicar quais clientes têm maior propensão a cancelar ou quais chamados têm maior risco de virar reclamação séria.

• Análise de texto livre: identificar temas recorrentes em reclamações, feedbacks, pesquisas, sem depender de planilha manual.

O ganho não vem de “substituir pessoas”, e sim de tirar trabalho repetitivo da frente e liberar tempo para quem decide.

Pontos de atenção antes de colocar IA no seu processo:

Primeiro, clareza de objetivo. IA não conserta processo confuso. Se você não sabe que decisão quer apoiar ou que etapa quer acelerar, a chance de frustração é grande.

Segundo, qualidade dos dados. IA aprende com o que você tem. Se a base é incompleta ou incoerente, o resultado tende a seguir a mesma linha.

Terceiro, governança. Quem revisa o que a IA fez? Quais decisões ela pode apoiar sozinha e quais ainda precisam de aprovação humana? Isso precisa ser combinado desde o início.

Automação de processos com governança (do simples ao crítico)

Automatizar processos não é novidade. A diferença em 2026 é que a automação deixou de ser focada só em “tarefas isoladas” e passou a olhar o fluxo completo, da entrada do pedido até a entrega.

Empresas que saem na frente são as que tratam automação como parte da gestão, não como uma coleção de “macetes” técnicos.

Onde a automação com governança traz retorno real:

• Processos de alto volume e baixa complexidade: cadastro, faturamento recorrente, atualizações de status, notificações, roteamento de chamados.

• Processos críticos com muita mão no meio: aprovação de crédito, análise de pedido, conferência de documento, conciliação financeira.

• Processos que travam crescimento: tudo aquilo que hoje depende de “pessoa-chave” digitando, copiando informação ou fazendo controle manual.

A diferença entre automação bem feita e “gambiarra sofisticada” está em alguns cuidados:

  1. Começar simples, mas pensando em escala.
    Você pode automatizar partes de um processo hoje, mas precisa enxergar como isso se comporta com mais volume amanhã. Solução que funciona com 200 registros por mês pode quebrar com 20 mil.
  2. Padronizar antes de automatizar.
    Se cada área faz de um jeito, a automação só vai espalhar o caos mais rápido. Vale investir um pouco de tempo para definir o fluxo padrão e as exceções.
  3. Garantir visibilidade e ponto de controle.
    Quem enxerga o processo rodando? Onde aparecem travas, erros e exceções? Sem isso, você substitui o problema manual por um problema invisível.
  4. Não jogar processo crítico em solução improvisada.
    Ferramentas de atalho ajudam para MVP, piloto ou automações muito simples, mas processos que mexem com dinheiro, risco ou experiência central do cliente pedem desenvolvimento mais robusto, com segurança e monitoramento.

É aqui que um parceiro técnico experiente agrega: ajuda a separar o que pode ser resolvido de forma ágil e o que precisa de solução estruturada, evitando retrabalho grande depois.

Integração entre sistemas (fim da “ilha de informação”)

Uma das maiores fontes de ineficiência nas empresas brasileiras continua sendo a falta de integração entre sistemas. Vendedor lança pedido em um lugar, financeiro controla em outro, operação atualiza status em um terceiro, e alguém passa parte do dia copiando e colando.

2026 acelera a necessidade e a possibilidade de integrar melhor esses mundos.

Alguns exemplos de integração que fazem diferença rápida:

• Vendas x financeiro: pedido aprovado já gera lançamento para faturamento e cobrança, sem retrabalho.

• Atendimento x operação: chamado aberto dispara ordem de serviço e registra no histórico do cliente.

• Logística x comercial: atualização automática de estoque reflete na oferta e evita vender o que não tem.

• RH x folha x acesso: admissão concluída já cria usuário em sistemas, acesso físico e folha de pagamento.

Por que agora isso ficou mais acessível:

Softwares modernos já vêm com formas de integração mais padronizadas. Além disso, existem plataformas intermediárias que conectam sistemas diferentes sem depender tanto de desenvolvimento sob medida. Para você, o que importa é definir a regra de negócio e garantir que a integração não quebre na primeira mudança.

Sinal de que está na hora de olhar para integração:

Se existe qualquer processo em que alguém passa boa parte do dia repetindo informação de uma tela para outra, provavelmente há oportunidade clara de retorno com integração.

Decisões baseadas em dados (menos opinião, mais direção)

Mais ferramenta de BI não significa automaticamente mais decisão inteligente. A tendência forte em 2026 é sair do “painel bonito” e ir para o “número que muda a reunião”.

O movimento das empresas que estão acertando é simples:

• Escolher poucas perguntas importantes por área.

• Definir 1 a 3 números que respondem essas perguntas.

• Garantir atualização confiável e rotina de revisão.

Exemplos de perguntas e indicadores:

“Estamos atendendo no prazo que prometemos?”

Tempo médio entre pedido e entrega, percentual de pedidos atrasados.

“Nossas campanhas trazem cliente que fica?”

Taxa de recompra por canal, churn nos primeiros 90 dias.

“Estamos perdendo dinheiro por retrabalho?”

Número de chamados reabertos, percentual de pedidos que voltam para correção.

BI moderno costuma se conectar a sistemas que você já usa. O desafio não é técnico. É de gestão: quem olha para o número, com que frequência e o que faz quando ele piora ou melhora.

Empresa que decide com dado não deixa de usar experiência. Mas coloca experiência em cima de um chão mais firme.

Nuvem como padrão (modelo híbrido ganha força)

Usar sistemas em nuvem deixou de ser “moda de startup” há muito tempo. O que se consolida em 2026 é o modelo híbrido bem pensado: o que faz sentido ficar em ambiente próprio fica, o resto vai para nuvem.

Vantagens para o negócio:

• Menos investimento travado em servidor físico, mais flexibilidade de custo.

• Capacidade de crescer ou reduzir rapidamente conforme demanda.

• Acesso remoto estável para times distribuídos ou operação em campo.

• Acesso a soluções modernas que já nascem na nuvem (CRM, colaboração, automação, BI).

O ponto central aqui é gestão de risco e continuidade. Nuvem bem implementada reduz chance de parada por falha de infraestrutura interna e facilita plano de contingência.

Antes de migrar qualquer coisa, vale responder:

O que é crítico e exigiria plano de contingência reforçado?

O que é sensível em termos de dado e exige controle adicional?

Onde está o maior gargalo de infraestrutura hoje?

Migrar por “moda” costuma dar problema. Migrar por necessidade clara de flexibilidade, segurança e escala costuma trazer retorno.

Cibersegurança como rotina, não projeto

Brasil continua entre os alvos preferidos de ataques digitais. Não é discurso de medo, é realidade do dia a dia: vazamento de dados, sequestro de arquivos, invasão de conta de e-mail corporativo, fraude em pagamento.

A tendência em 2026 não é surgirem ameaças totalmente novas, e sim aumentar a profissionalização de quem ataca. Ferramentas de ataque se popularizaram. Quem está do outro lado precisa, no mínimo, fazer o básico bem feito.

O mínimo esperado hoje:

• Backup automatizado, armazenado em mais de um lugar, com teste de recuperação periódico.

• Controle de acesso por perfil, com autenticação em duas etapas para sistemas críticos.

• Atualização regular de sistemas e correção de falhas conhecidas.

• Treinamento simples, porém recorrente, para o time identificar e evitar golpes comuns.

Segurança boa raramente aparece no dia a dia. Ela se faz notar quando algo dá errado. E é muito mais barata antes do incidente do que depois.

Experiência digital do cliente (padrão de comparação subiu)

O cliente compara sua experiência com a melhor experiência que ele teve em qualquer lugar, não só com seu concorrente direto. Se ele acompanha entrega de comida em tempo real, vai estranhar não conseguir rastrear um pedido de alto valor. Se resolve praticamente tudo com o banco no app, vai ter pouca paciência para processos manuais na sua empresa.

As tendências mais fortes aqui são:

• Autoatendimento simples para casos comuns (consultar pedido, atualizar cadastro, emitir segunda via).

• Comunicação proativa (avisar antes de o cliente precisar correr atrás).

• Menos repetição de informação (histórico centralizado entre canais).

• Integração entre canais (o que foi tratado no WhatsApp aparece para quem atende por e-mail ou telefone).

Muita coisa disso não exige “grande inovação”. Exige conectar sistemas que você já tem e desenhar jornadas mais claras. Tecnologia entra como meio, não como fim.

O que não é prioridade para a maioria em 2026

Alguns temas aparecem muito em palestras e notícias, mas continuam distantes da realidade da maioria das empresas brasileiras:

• Metaverso corporativo amplo. Ainda restrito a casos de uso muito específicos.

• Blockchain fora de finanças, rastreabilidade crítica ou nichos.

• Computação quântica aplicada ao dia a dia. Tema de pesquisa, não de operação.

Vale acompanhar, mas dificilmente são investimentos que vão trazer retorno direto em 2026 para a empresa média.

Quando faz sentido trazer um parceiro como a CodeOn

Saber o que é tendência é uma parte. Conseguir transformar isso em projeto concreto, com escopo controlado, risco mapeado e entrega em etapas, é outra.

Cenários em que um parceiro faz diferença:

• Você tem clareza das dores, mas time interno de TI está sobrecarregado com manutenção e suporte.

• Existem muitos sistemas legados que precisam conversar melhor entre si.

• Você quer colocar IA ou automação em processos específicos, mas não sabe por onde começar sem travar operação.

• Precisa de previsibilidade de entrega e alguém responsável por tocar isso com cadência.

A CodeOn pode entrar com diagnóstico enxuto para mapear onde a tecnologia gera mais retorno no seu caso, definir uma ordem de ataque e, a partir daí, montar squads dedicados para executar. A ideia não é “reinventar tudo”, e sim evoluir de forma contínua, com entregas frequentes e visíveis.

Se você quiser avaliar por onde começar em 2026, uma conversa rápida já ajuda a separar modinha de oportunidade real.

Recado direto

Tendência que vale é a que melhora resultado. Antes de investir, sempre pergunte: isso reduz custo, aumenta receita, melhora experiência ou reduz risco de um jeito que eu consigo explicar em duas frases?

Se a resposta for clara, avance com um piloto bem desenhado. Se não for, observe mais um pouco. Em 2026, mais perigoso do que não adotar tecnologia nova é adotar qualquer coisa sem objetivo de negócio.