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Como definir o que é a "Versão 1.0" sem se perder em detalhes técnicos

O perigo do "só falta mais um detalhe"

Existe uma armadilha silenciosa no desenvolvimento de software: a busca pela versão perfeita logo na estreia. O gestor, com medo de entregar algo incompleto, começa a adicionar "pequenas" funcionalidades. Uma nova regra aqui, um relatório ali, uma integração acolá.

O resultado é que a Versão 1.0 vira um monstro que nunca nasce. Enquanto você gasta meses refinando detalhes que o seu cliente talvez nem use, o custo de oportunidade vai às alturas. O software só gera valor quando está nas mãos de quem o utiliza; dentro da "fábrica", ele é apenas custo acumulado.

O custo de adiar o contato com a realidade

Manter um projeto em desenvolvimento por tempo demais, sem o teste do mundo real, é um risco de negócio altíssimo. Você pode descobrir, após seis meses e muito dinheiro investido, que a funcionalidade que você considerava vital é ignorada pelos usuários, enquanto um detalhe que você deixou de fora era a verdadeira solução para o problema deles. A Versão 1.0 não é o destino final, é o radar que vai te dizer para onde navegar.

O Plano de 30 Dias para a sua Versão 1.0

Em vez de planejar um lançamento para daqui a um ano, vamos organizar o pensamento em quatro semanas para definir o que é essencial:

Semana 1: Identificar a "Proposta de Valor Única"

Esqueça as 50 funções do sistema. Se o seu software tivesse que resolver o problema do seu cliente fazendo apenas uma coisa, o que seria? Se for um app de entregas, é "fazer o pedido chegar ao entregador". Se for um sistema financeiro, é "registrar a entrada de dinheiro". Todo o resto é secundário neste momento.

Semana 2: Aplicar o corte impiedoso

Pegue a lista de desejos e separe em duas colunas: "Crítico para a operação" e "Desejável". Se o sistema consegue cumprir a Proposta de Valor da Semana 1 sem aquela função, ela vai para a coluna de "Desejável" (Fase 2). O objetivo aqui é reduzir o escopo para o mínimo que não comprometa a segurança e a utilidade básica.

Semana 3: Definir a jornada do usuário

Descreva o caminho mais curto que o usuário faz dentro do sistema para atingir o objetivo dele. Qualquer funcionalidade que desvie esse caminho ou adicione cliques desnecessários deve ser questionada. Menos telas significam menos bugs e um lançamento mais rápido.

Semana 4: O "Acordo de Lançamento"

Feche o escopo com seu parceiro de tecnologia. A partir daqui, nada entra na Versão 1.0. Qualquer ideia nova que surgir durante o desenvolvimento vai para um documento de "Próximos Passos". Isso blinda o cronograma e garante que o software veja a luz do dia.

O que evitar: A síndrome do "E se?"

"E se o usuário quiser exportar em PDF?", "E se precisarmos mudar a cor do botão?". O "E se" é o maior inimigo da Versão 1.0. Se a falta de um PDF não impede o processo de acontecer, ele não deve atrasar o seu lançamento. Lembre-se: é mais fácil consertar um software que já está rodando do que terminar um que nunca foi lançado.

Próximo passo para quem quer agilidade

Definir esse corte exige coragem estratégica. Se você está com uma ideia grande e precisa de ajuda para fatiar esse projeto em entregas que façam sentido para o seu caixa, a CodeOn pode ajudar.

Nós nos especializamos em transformar visões complexas em Versões 1.0 enxutas e eficientes, garantindo que você comece a colher resultados o quanto antes. Que tal uma conversa rápida para aplicarmos esse "corte impiedoso" no seu projeto atual e definir uma data real de lançamento?